Ateísmo e crença em Deus: Veja os percentuais dos países

29/4/2012
Pesquisadores investigaram os dados coletados de diversos países em uma ou duas oportunidades entre 1991 e 2008. Foi perguntado sobre suas crenças em Deus.
O estudo — que foi baseado em uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, nos EUA — foi efetuado em 30 países e não incluiu o Brasil.
Os participantes foram questionados se são crentes em Deus ou ateístas, a mudança em suas crenças de acordo com o tempo e suas atitudes sobre a noção de Deus intervir diretamente em suas vidas pessoais.
As informações abaixo vieram apenas dos extremos “estou certo da existência de Deus” e “não acredito em Deus”:
PARCELA DE RESIDENTES CERTOS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

  • Japão: 4,3%
  • Alemanha Oriental: 7,8%
  • Suécia: 10,2%
  • República Tcheca: 11,1%
  • Dinamarca: 13,0%
  • Noruega: 14,8%
  • França: 15,5%
  • Grã Bretanha: 16,8%
  • Países Baixos: 21,2%
  • Áustria: 21,4%
  • Letônia: 21,7%
  • Hungria: 23,5%
  • Eslovênia: 23,6%
  • Austrália: 24,9%
  • Suíça: 25,0%
  • Nova Zelândia: 26,4%
  • Alemanha Ocidental: 26,7%
  • Rússia: 30,5%
  • Espanha: 38,4%
  • Eslováquia: 39,2%
  • Itália: 41,0%
  • Irlanda: 43,2%
  • Irlanda do Norte: 45,6%
  • Portugal: 50,9%
  • Chipre: 59,0%
  • Estados Unidos: 60,6%
  • Polônia: 62,0%
  • Israel: 65,5%
  • Chile: 79,4%
  • Filipinas: 83,6%
PERCENTUAL DE RESIDENTES ATEÍSTAS
  • Alemanha Oriental: 52,1%
  • República Tcheca: 39,9%
  • França: 23,3%
  • Países Baixos: 19,7%
  • Suécia: 19,3%
  • Letônia: 18,3%
  • Grã Bretanha: 18,0%
  • Dinamarca: 17,9%
  • Noruega: 17,4%
  • Austrália: 15,9%
  • Hungria: 15,2%
  • Eslovênia: 13,2%
  • Nova Zelândia: 12,6%
  • Eslováquia: 11,7%
  • Alemanha Ocidental: 10,3%
  • Espanha: 9,7%
  • Suíça: 9,3%
  • Áustria: 9,2%
  • Japão: 8,7%
  • Rússia: 6,8%
  • Irlanda do Norte: 6,6%
  • Israel: 6,0%
  • Itália: 5,9%
  • Portugal: 5,1%
  • Irlanda: 5,0%
  • Polônia: 3,3%
  • Estados Unidos: 3,0%
  • Chile: 1,9%
  • Chipre: 1,9%
  • Filipinas: 0,7%
[LiveScience com foto de Vinoth Chandar]


ITABUNA/BA: I SEMINÁRIO DE DIREITO HOMOAFETIVO

29/4/2012  Conhecimento e discussão de uma das mais novas formações familiares marcam o evento, nos dias 07 e 08 de maio, no Auditório da Faculdade UNIME – Campus II.

Abordando o tema Direito Homoafetivo, a Instituição de Ensino UNIME traz à sociedade itabunense, nos dias 07 e 08 de maio às 19:00h, o I Seminário de Direito Homoafetivo, que contará com a ilustre presença dos professores Cristiano Chaves, apresentador do subtema: “possibilidade jurídica do casamento homoafetivo”, Marcos Klever Tavares, com o subtema: “evolução do conceito de família no direito brasileiro“, Inocêncio de Carvalho, que tratará dos “aspectos políticos da questão homoafetiva” e Marcos Bandeira, tratando da “possibilidade de adoção por casais homoafetivos”.
As inscrições estão sendo realizadas no CAMPUS II da UNIME até o dia 04/05, das 19:00h às 21:00h, no stand de vendas do 5º Semestre, custando aos que desejarem realizar seus cadastros os valores de R$ 20,00 (estudantes) e R$ 40,00 (profissionais).
O Seminário disporá de certificados com carga horária total de 6 horas.
Fonte: Ascom

Cientista da ‘Hipótese Gaia’ volta atrás em suas previsões alarmistas sobre o aquecimento global


28/4/2012    Inglês do condado de Hertfordshire, o médico e ambientalista James Lovelock, 92 anos, conhecido pela hipótese Gaia – que postula que a biosfera é uma entidade autorreguladora com capacidade de manter o planeta saudável – e por ter previsto o fim do mundo a partir da mudança climática, volta atrás.
Segundo ele, suas próprias projeções foram alarmistas. Contudo, cientistas que compartilham das ideias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) correram ao auxílio de suas ideologias, ressaltando que a afirmação de Lovelock não nega a realidade do aquecimento global e que suas previsões eram baseadas em alguns mal entendidos científicos gerais sobre o aquecimento do planeta.
“O clima está fazendo mais um de seus joguinhos usuais”, conta Lovelock. “Não tem nada muito diferente, fora do normal acontecendo”.
Embora o aquecimento esperado não tenha alcançado as expectativas de Lovelock, é evidente que esteja acontecendo, na opinião da maioria dos cientistas. As temperaturas globais mostram que o mundo está se aquecendo.
Para entender a repercussão da afirmação de Lovelock, basta avaliar suas antigas previsões, como a feita em uma coluna do diário inglês The Independent, em 2006. “Antes do fim desse século, bilhões de nós morrerão e os poucos que sobreviverem estarão no Ártico, onde o clima permanecerá tolerável”, escreveu o cientista inglês.
Ainda estamos por aqui, certo? [LiveScience]

Porque não devemos pedir curso superior para os PMs


28/4/2012    Motivo: eles se insubordinariam. Foi esse um dos destaques da entrevista do atual governador do Paraná – Beto Richa (PSDB) – à rádio CBN, nesta quinta-feira.
A polêmica girou em torno da possibilidade de obrigatoriedade de diploma de curso superior para o concurso de policiais militares do estado. Enquanto Richa acha positivo a não obrigatoriedade, associações que representam os policiais militares pensam diferente.
De acordo com o governador do Paraná, é bom que policiais não tenham diploma, porque gente formada normalmente é muito insubordinada.
“Uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior, uma patente maior”, afirmou o governador.
A declaração é um desestímulo claro à educação dentro da corporação e abre margem a interpretações – claro. A primeira que podemos inferir é que Beto Richa mostra uma visão míope sobre a realidade social. Como se pessoas sem estudo superior não pudessem ser contestadoras ou insubordinadas.
Se fosse assim, as greves comandadas por Lula no ABC paulista – de 1978 para frente – nunca teriam acontecido. E a história moderna de nosso país seria bem diferente.
E o que é mais grave: sua fala indica uma realidade ou um desejo de que a corporação atenda ordens cegamente, sem autonomia.
O governador do Paraná poderia ter defendido a falta de necessidade de diploma para ser policial militar, mas com outros argumentos. Argumentos mais lúcidos. [GazetaDoPovo]

Aumentam casamentos inter-raciais nos EUA


imageEntre 2000 e 2010, casais heterossexuais de raças diferentes aumentaram 28%, segundo a página online do órgão federal, na quarta-feira (25)
A pesquisa realizada em 2011 pelo USA Today/Gallup revelou que 86% dos norte-americanos aprovam casamentos entre pessoas de raças diferentes
Apesar da “raça” ainda ser um elemento que nos separa e causa polêmica, o número de casamentos inter-raciais nos Estados Unidos cresce continuamente, segundo dados do Censo. Entre 2000 e 2010, casais heterossexuais de raças diferentes aumentaram 28%, segundo a página online do órgão federal, na quarta-feira (25).
Aproximadamente, 10% dos 5.4 milhões de casais heterossexuais tinham cônjuges de raças diferentes em 2010, conforme a pesquisa. Em 2000, o índice era de 7%. O estudo também revelou que 18% de indivíduos heterossexuais não oficialmente casados e 21% de casais homossexuais se identificaram como inter-raciais.
Uma pesquisa realizada em 2011 pelo USA Today/Gallup revelou que 86% dos norte-americanos aprovam casamentos entre pessoas de raças diferentes, em contraste com 48% em 1991, segundo o USA Today.
“A questão racial ainda é um tema que nos divide”, disse Dan Lichter, sociólogo da Universidade Cornell, entretanto, “isto pode evidenciar que alguns dos limites históricos que separam as raças estão sendo ultrapassados”. 
Especialistas informaram à rede de notícias CNN que os índices podem indicar a maior aceitação de casais inter-raciais e a disposição de serem registrados como multirraciais. A disparada da internet também pode ser um fator de contribuição. Christelyn Karazin, residente em Temecula (CA), disse ao USA Today que conheceu online Michael Karazin, natural de Connecticut. O casal inter-racial celebrará em breve o seu 10º aniversário de casamento.[brazilianvoice]

Fecundidade no Brasil não supera reposição; veja destaques do censo 2010


27/4/2012
Bebê e mãe
Número de filhos por mulher caiu no Brasil em dez anos
O número de filhos por mulher no Brasil caiu em 2010 e está abaixo do nível de reposição da população, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Isso significa que a população total - descontando-se a imigração - está em tendência de queda, já que o número de pessoas que nasce é menor do que o número de pessoas que morre.
O nível de reposição do Brasil - necessário para garantir a substituição de gerações - é de 2,1 filhos por mulher. Em 2000, a média de filhos por mulher no Brasil era de 2,38. Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira, referentes a 2010, esse índice caiu para 1,9.
A menor fecundidade também pode sinalizar uma mudança de perfil da população brasileira, com aumentando a proporção de pessoas idosas.
Confira alguns dos destaques de uma amostra de dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira sobre o censo realizado em 2010, em comparação com 2000:
  • O nível de instrução da população aumentou. Desde 2010, o percentual de pessoas sem instrução caiu de 65,1% para 50,2%. A proporção de pessoas com curso superior completo subiu de 4,4% para 7,9%.
  • a mortalidade infantil caiu em 47,6% - de 29,7 para 15,6 por mil crianças nascidas;
  • em 2010, 45,6 milhões de pessoas (23,9% da população total) tinham algum tipo de deficiência: visual, auditiva, motora ou mental;
  • 0,9% dos trabalhadores têm renda superior a 20 salários mínimas; 6,6% dos trabalhadores não têm renda; 32,7% ganham até um salário mínimo;
  • em dez anos, o rendimento médio das mulheres subiu mais do que o dos homens - aumento de 13,5%, contra 4,1%, respectivamente. Mas as mulheres ainda ganham apenas 73,8% do rendimento médio dos homens;
  • o número de imigrantes internacionais vivendo no Brasil subiu 86,7% em dez anos - de 286,5 mil para 143,6 mil;
  • a proporção de uniões consensuais aumentou - de 28,6% em 2000 para 36,4%; a proporção de casamentos (civis ou religiosos) diminuiu de 49,2% para 42,9%;
  • sete milhões de pessoas - ou 11,4% da população - levam mais de uma hora para chegar ao trabalho;
  • o rendimento médio mensal subiu no Brasil em dez anos - de R$ 1.275 para R$ 1.345; o ganho real foi de 5,5%.

Após tentar 'curar' homossexualidade, ex-evangélico cria igreja GLS


Luís Guilherme Barrucho
O pastor Marcos Gladstone (à dir.) beija seu parceiro, Fábio Inácio, durante seu casamento / Foto: Arquivo pessoal
Marcos Gladstone fundou igreja junto com seu parceiro em 2006
Convertido aos 14 anos a uma igreja evangélica, o carioca Marcos Gladstone, de 36 anos, hoje gay assumido, sempre acreditou que seria "recuperado" da atração que sentia por homens.
Durante quatro anos, ficou noivo de uma mulher, mas pouco antes de se casar, decidiu revelar à família dela sobre sua orientação sexual.
"Não sentia amor pela minha noiva; apenas amizade. Quando disse à família dela que era gay, a fofoca se espalhou rapidamente. Ela chegou a ficar três dias sem comer", recorda.
Vítima de preconceito, Gladstone resolveu fundar em 2006, junto com seu parceiro, Fábio Inácio, de 31 anos, a "Igreja Cristã Contemporânea", pregando "um discurso de tolerância" e voltada predominantemente para o público gay.
No início, contavam apenas com cinco membros. Hoje, a igreja já tem 1,2 mil fiéis e seis filiais espalhadas pelo Brasil, além da sede no Rio de Janeiro.

Festas temáticas

Fiéis dançam no festival EletroGospel, promovido por Lanna Holder / Foto: Divulgação
Baladas gospel são uma das formas de igreja integrar novos membros
Uma das formas encontradas pelas igrejas inclusivas para atrair novos fiéis e integrá-los aos membros antigos é promover festas temáticas.
Na igreja 'Comunidade Cidade de Refúgio', fundada por Lanna Holder - ex-missionária da igreja evangélica Assembleia de Deus que acabou expulsa por ser lésbica - são comuns as baladas gospel, realizadas uma vez por mês.
Na festa, chamada de "EletroGospel", bebidas alcoólicas não são permitidas. "O objetivo é que todos se divirtam com moderação. Somos cristãos e, portanto, contra qualquer promiscuidade", afirmou Lanna.
Já na 'Igreja Cristã Contemporânea', os fiéis são convidados a participar de retiros espirituais, que ocorrem durante o Carnaval.
Segundo Gladstone, a igreja recebe centenas de e-mails por dia de gays que têm medo de "sair do armário".
"Nosso trabalho é de aconselhamento. É muito importante que um jovem homossexual não se sinta sozinho mesmo quando a família não aceita sua orientação sexual."

Em 20 anos, cerca de 70% das mortes de jornalistas ficaram impunes no Brasil



Corpo do jornalista Décio Sá
Policiais vigiam restaurante em São Luis (MA) onde o jornalista Décio Sá foi morto com seis tiros
Aproximadamente 70% dos assassinatos de jornalistas registrados no Brasil nos últimos vinte anos ficaram impunes, segundo levantamento da organização americana CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas).
O caso mais recente é o do repórter de política e blogueiro Décio Sá, baleado em um restaurante no último dia 23 em São Luís (MA). Sá trabalhava no jornal O Estado do Maranhão,da família do presidente do Senado, José Sarney.
O Brasil foi classificado pelo comitê em 11º lugar entre os países onde há mais impunidade contra profissionais da imprensa.O CPJ contabilizou 20 assassinatos entre 1992 e 2012 no Brasil, sendo que 14 não foram punidos. Outros seis foram parcial ou totalmente esclarecidos e seus culpados punidos.
"Os crimes contra jornalistas continuam sendo um dos principais problemas que a imprensa enfrenta nas Américas", afirmou em nota Gustavo Mohme, da Sociedade Interamericana de Imprensa, após a morte de Sá.
Contudo, o levantamento da CPJ está desatualizado. A organização contabilizou em 2012 apenas o assassinato do jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, em Vassouras (RJ), em fevereiro.
Não foram incluídos no estudo a recente morte de Sá e os assassinatos do radialista Laécio de Souza, da rádio Sucesso FM, de Camaçari (BA), ocorrida em janeiro, e do repórter do Jornal da Praça e do siteMercosulnews Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, em Ponta Porã (MS), em fevereiro.

Esclarecido

Apenas um dos quatro assassinatos de jornalistas de 2012 foi esclarecido pela polícia, o de Laércio Souza.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, ele foi morto por criminosos em janeiro, na cidade de Simões Filho (região metropolitana de Salvador) após descobrir e denunciar um esquema de narcotráfico que operava em uma comunidade onde ele planejava realizar trabalhos sociais.
Um suspeito foi preso e aguarda julgamento. Um adolescente foi apreendido e submetido a 45 dias medida socioeducativa. Um segundo adolescente que participou do crime foi achado morto.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirmou que um suspeito chegou a ser detido, mas não foi formalmente indiciado.
Já as mortes de Rodrigues e Lopes permanecem sem solução.

Intimidação

Segundo a pesquisa do CPJ, a maior parte das vítimas são jornalistas que denunciaram casos de corrupção.
No segundo lugar do ranking vêm os repórteres policiais e em terceiro aqueles que escrevem sobre temas políticos.
Porém, mais comuns que os assassinatos são os casos de intimidação e ameaças.
Após escrever reportagens sobre assassinatos extrajudiciais cometidos por maus policiais em 2003, o repórter especial paulistano J., de 54 anos, que não terá o nome revelado, começou a receber ameaças e teve que "desaparecer" por 40 dias. Depois trabalhou por mais de quatro meses protegido por uma escolta armada.
"Muda tudo na sua vida. Você se dá conta que é extremamente vulnerável", afirmou J.
"A minha família ficou desesperada, se eu atrasasse cinco minutos era motivo para muita preocupação. Quase entrei em depressão", disse.